Neshoba County Killings-21 de junho de 1964

Freedom Summer Murders

Placa em homenagem aos três ativistas mortos

Ativistas de direitos civis James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner foram assassinados ao investigar o incêndio causado pela Ku Krux Klan na Igreja Mount Zion, usada para recrutar e organizar ativistas dos direitos civis. O Xerife adjunto Cecil Price e seus camaradas da Klansmen (homens da Ku Krux Klan) bateram nos ativistas até morrerem, além de torturarem James Chaney com tiros na região do pênis e do ânus antes de sua morte. Chaney era o único negro.

Os corpos foram encontrados enterrados em uma barragem. Cecil Price e muitos Klansmen foram presos e julgados pelos assassinatos, porém, o júri era composto por parentes, amigos e simpatizantes do grupo (considerados cidadãos honrados e, portanto, aptos a participar do tribunal do júri), resultando em nenhuma condenação.

     A opinião pública não aceitou bem a condenação, e após muita pressão o governo federal americano encontrou uma brecha para acusar os assassinos. Foram então processados por violarem os direitos civis de James Chaney, Andrew Goodman e Michael Schwerner. A condenação foi de dois a dez anos, variando de acusado para acusado. Pouco tempo de prisão se considerarmos o rigor do sistema penal norte americano que na época condenava vários negros à morte ou perpétua por muito menos.

     Claramente, o governo federal não queria passar por cima da autonomia dos tribunais de Mississippi, já que isso abriria precedentes perigosos. É bom lembrar como a segregação racial era forte no sul dos Estados Unidos, como exemplo, Ray Charles se recusou a tocar em um show na Georgia por ser apenas um show para brancos. Ele foi banido do Estado após essa decisão.

Filme sobre os assassinatos de Neshoba

Neshoba, filme de Mick Dickoff e Tony Pagano que questiona o motivo dos assassinos estarem soltos atualmente

     Os políticos do sul (Alabama, Georgia, Mississippi, Lousiana…) eram exclusivamente brancos e negros não tinham os mesmos direitos civis, de certa forma se assemelhando ao apartheid sul africano. Dessa forma, qualquer ativista de direitos civis era visto como um ativista racial. Muitos crimes dessa natureza ocorreram e não foram descobertos ou não tiveram a mesma repercussão. Nesse caso, Washington precisou mostrar que não compactuava com tamanha brutalidade e impunidade.

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