Avaliação do Draft 2016 – NFC

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Dallas Cowboys

precisava: QB, DT, DE, WR e LB
melhor escolha: Zeke Elliott (RB)
questionável: Jaylon Smith (LB)

Não vou entrar no debate se um Running back vale ou não uma escolha no TOP 5. Nem remoer a conversa que com tal linha ofensiva, qualquer um seria capaz de colocar bons números de corrida em Dallas. Elliott é um grande talento que tirará o máximo dos espaços abertos no campo.

Por deixar de incrementar sua linha defensiva no 1º round, a escolha de Jaylon é controversa. Talvez a lógica esteja na escassez de talento desse draft. Caso o jogador que seria o nr.1 deste ano um dia se recupere 100% da grave lesão no joelho, Jerry Jones (dono) irá gargalhar incontrolavelmente.

Os reforços para a linha defensiva vieram então nos rounds 3 e 4, com jogadores de bom porte físico: Maliek Collins (DT) e Charles Tapper (DE).

Talvez Dak Prescott (QB – 4º round) não fosse o alvo principal dos Cowboys nesse draft, mas talvez seja o nome ideal. Dono de ótima mobilidade, pode criar jogadas de improviso, como um tal Tony Romo (QB) ficou famoso.

A escolha de Rico Gathers (TE – 6º round), ex jogador de basquete sem nenhuma experiência em futebol americano, é mais um tiro que pode ser certeiro (ou passar bem longe do alvo).

 

New York Giants

precisava: OT, S, WR, CB e G
melhor escolha: Sterling Shepard (WR)
questionável: Eli Apple (CB)

Desnorteados após seus 2 presumidos alvos serem selecionados via 2 trocas (Jack Conklin – OT e Leonard Floyd – LB), NY buscou incrementar sua defesa com Apple, um Cornerback apropriado para a marcação externa Homem-a-Homem. Com Dominique Rodgers-Cromartie (CB) e o recém contratado Janoris Jenkins (CB) no elenco, preocupa-me se decidirem usar Apple na cobertura do SLOT, onde não possui os atributos corretos.

Sterling Shepard (2º round) é um Wide receiver taticamente avançado para calouro, que deverá contribuir imediatamente.

Ainda selecionaram outros jogadores de bom potencial. Porém desconfio da capacidade de Darian Thompson (S – 3º round). Tomara que esteja enganado.

 

Philadelphia Eagles

precisava: RB, CB, DT, OT e QB
melhor escolha: Carson Wentz (QB)
questionável: nenhuma

Quando o time acredita tanto na capacidade de certo Quarterback não deve medir esforços para selecioná-lo. Independente do que críticos venham a dizer, vale a avaliação dos treinadores e scouts da organização.

Nos 2 rounds seguintes adicionaram jogadores para facilitar a vida do QB. Isaac Seumalo (3º round) é forte e versátil o suficiente para atuar como Center ou Guard. Wendell Smallwood (RB – 5º round) teve problemas extra-campo mas possui talento.

Assumiram alguns riscos nos rounds finais, como Jalen Mills (S), mas por que não?

 

Washington Redskins

precisava: ILB, DT, WR, S e QB
melhor escolha: Sua Craven (S/LB)
questionável: nenhuma

Poucos times tiveram tanto retorno inicial de seus draftados ano passado como Washington, Aparentemente realizaram mais um draft sólido.

Planejando à frente, selecionaram o Wide Receiver predileto de vários analistas (Josh Doctson), dando-lhes flexibilidade para decidir o futuro de Pierre Garçon (WR) e DeSean Jackson (WR).

Sua Cravens é um defensor tipo híbrido, que tem o atleticismo mais adequado para jogar como Linebacker, mas sente-se mais confortável com Safety. Não importa onde alinhar, acho que terá uma carreira sólida na NFL.

Kendall Fuller (CB – 3º round) é mais um membro da família a chegar na NFL. Teve um desempenho ruim em 2015, mas possui potencial.

 

Atlanta Falcons

precisava: LB, CB, G, S e TE
melhor escolha: Austin Hooper (TE)
questionável: Keanu Neal (S)

Dan Quinn (HC) usou mais um draft na busca de remontar a defesa que tinha em Seattle. Se isto é viável ou não, é uma questão para o futuro.

Keanu Neal (S) ocupará a função exercida por Kam Chancellor (S) nos Seahawks. O biotipo é parecido, vamos ver se o desempenho acompanha.

Deion Jones é um Linebacker de excelente atleticismo, mas pouca experiência na posição.

Desde a aposentadoria de Tony Gonzalez (TE), os Falcons não têm uma opção viável de Tight End na RED ZONE. Se Hooper for esta peça, Matt Ryan (QB) poderá ter um ano mais produtivo.

 

New Orleans Saints

precisava: G, WR, DE, DT e CB
melhor escolha: Sheldon Rankins (DT)
questionável: ausência de linha ofensiva

Defesa deveria mesmo seguir como foco. Rankins é um DT de penetração nos GAPs, que ajudará a desafogar o bloqueio aos PASS RUSHERs externos.

Michael Thomas (WR) e Vonn Bell (S), ambos selecionados no 2º round, devem contribuir logo suprem necessidades. Daniel Lasco (RB) foi uma escolha interessante de 7º round, que pela habilidade recebendo passes pode encontrar um nicho neste ataque.

Estranhou-me não ver nenhum jogador escolhido para o interior da linha ofensiva, área fundamental para que o ataque comandado por Drew Brees (QB) seja eficiente.

 

Tampa Bay Buccaneers

precisava: DE, DT, CB, WR e S
melhor escolha: Noah Spence (DE)
questionável: Roberto Aguayo (K)

Depois de 2 DRAFTS quase exclusivamente voltados para o ataque, era hora de focar na defesa.

Vernon Hargreaves (1º round) é um Cornerback oportunista e atlético que sabe compensar suas limitações físicas. Noah Spence (DE) não tem o biotipo clássico de um Defensive End para o esquema 4 x 3, mas poderá ajudar no PASS RUSH.

Gosto das apostas nos rounds intermediários em Ryan Smith (CB) e Caleb Benenoch (OT/G), 2 jogadores atléticos porém tecnicamente imaturos. A questão agora é o quanto saberão desenvolvê-los.

Roberto Aguayo era o melhor candidato a Kicker que surgiu nos últimos tempos. Ainda assim, esta posição vale uma escolha no 2º round?

 

Carolina Panthers

precisava: OT, RB, DE, CB e QB
melhor escolha: Vernon Butler (DT)
questionável: James Bradberry (CB)

Nenhum time é tão fiel ao princípio de “melhor jogador disponível” como os Panthers.

A escolha de Vernon Butler (DT) transparece preocupação com possível dificuldade na negociação contratual de Kawann Short (DT) e Star Lotulelei (DT).

Fragilizados na linha secundária, as 3 escolhas seguintes foram Cornerbacks. Eles sabem procurar jogadores adequados ao esquema de Ron Rivera (HC), mas James Bradberry (2º round) é bem inexperiente.

 

Green Bay Packers

precisava: LB, DT, OLB, RB e Linha ofensiva
melhor escolha: Kenny Clark (DT)
questionável: nenhuma

Os Packers voltam a UCLA para reforçar sua linha defensiva. Pessoalmente acho Kenny Clark (DT) um prospecto melhor do que era Datone Jones (DT) em 2013.

Duas áreas que a torcida aguardava reforços vieram nos rounds seguintes. Jason Spriggs (2º round) e Kyle Murphy (6º round) para a linha defensiva (não me espantarei se moverem Murphy para Guard), e Blake Martinez (4º round) para tentar solucuonar a equação de Linebackers.

Kyler Fackrell (OLB – 3º round) poderá contribuir na rotação de PASS RUSHERs e Trevor Davis (WR – 5º round) deve iniciar retornando Punts.

 

Chicago Bears

precisava: OT, CB, RB, OLB e DT
melhor escolha: Jonathan Bullard (DT)
questionável: Leonard Floyd (OLB)

Não compartilho a euforia por Floyd. Tem potencial como PASS RUSHER mas precisará ganhar massa muscular para executar a função de Linebacker externo no esquema de Vic Fangio (coordenador defensivo), que precisa de um jogador apto a conter a extremidade da linha no combate ao jogo de corridas.

Ao contrário, vejo em Bullard um jogador tenacioso o suficiente para conquistar o espaço no interior da linha defensiva.

Ficou a impressão que os Bears se frustraram quando o rival Packers subiu na ordem de escolha para selecionar Jason Spriggs (OT) bem na sua frente. O prêmio de consolação foi o promissor Cody Whitehair (G). Ao invés de pinçar um titular para a Left tackle, incrementaram o interior da linha. O que não é má idéia.

Jordan Howard (RB – 5º round) irá disputar SNAPs com Jeremy Langford (RB).

 

Detroit Lions

precisava: OT, CB, WR, DE e DT
melhor escolha: Miles Killebrew (S)
questionável: Taylor Decker (OT)

Entendo a escolha de Taylor Decker como mais uma tentativa de estabilizar a linha ofensiva. Ainda mais com a aproximação do fim do contrato de Riley Reiff (OT). Só não sei se é o jogador ideal… No 3º e 5º round voltaram ao setor com Graham Glasgow, jogador que pode atuar como Center ou Guard e Joe Dahl, considerado bom bloqueador no jogo de corridas.

A’Shawn Robinson (DT – 2º round) é um jogador pronto para ajudar imediatamente no combate ao jogo de corridas, algo que se deteriorou sem a presença de Ndamukong Suh (DT -Dolphins).

Miles Killebrew (S – 4º round) tem boas características para se tornar o parceiro ideal de Glover Quinn (S) em breve.

 

Minnesota Vikings

precisava: WR, DE, C, CB e RB
melhor escolha: Laquon Treadwell (WR)
questionável: Moritz Boehringer (WR)

Nunca saberemos se Treadwell era de fato o recebedor que os Vikings procuravam. Para mim ele tem as características certas para se tornar o alvo de segurança que Teddy Bridgewater (QB) precisa.

Tinha certeza que Mackenzie Alexander (CB) não sairia no round inicial. No 2º round ele possui excelente valor. Deverá em breve ocupar o lugar de Captain Munnerlyn (CB) como o defensor NICKEL. O mesmo pode se dizer de Kentrell Brothers (LB) no 5º round. Uma máquina de TACKLES no combate ao jogo de corridas.

Para quem gosta de olhar estatísticas, Willie Beavers (OT – 4º round) tem avaliações horríveis. Tomara que consigam desenvolvê-lo corretamente.

Sei que a história de Boehringer como o 1º jogador internacional draftado sem nunca ter jogado por universidade americana (ou canadense) é bacana. Porém ele terá um espinhoso caminho pela frente para conquistar uma vaga no elenco final de 53 jogadores.

 

Seattle Seahawks

precisava: Linha ofensiva, DT, RB, CB e S
melhor escolha: Jarran Reed (DT)
questionável: Germain Ifedi (OT)

Se no imaginário invertêssemos as escolas de Reed e Ifedi em relação aos rounds que foram escolhidos, faria bem mais sentido. Tenho a impressão que em breve estaremos falando de Reed ao mencionarmos os melhores jogadores defensivos de Seattle.

Ifedi não foi o único jogador de linha ofensiva selecionado. Nada mais natural para uma unidade esfacelada. Rees Odhiambo (G – 3º round) precisa se manter livre de contusões e Joey Hunt (C – 6º round) brigará por vaga no time titular.

Para se precaver das incertezas, selecionaram 3 Running backs. CJ Prosise (3º round) é ainda um projeto, mas de incrível potencial. Alex Collins (5º round) tem o estilo físico que os Seahawks tanto gostam.

 

Los Angeles Rams

precisava: QB, WR, DE, TE e S
melhor escolha: Jared Goff (QB)
questionável: Pharoh Cooper (WR)

Os Rams decidiram iniciar sua jornada em Los Angeles com uma cara nova na posição fundamental do esporte. Entra em cena o californiano Jared Goff para entusiasmar a recauchutada torcida.

Discutir agora se era o Quarterback com as características certas para este ataque é perda de tempo. A missão é prepará-lo para entrar em campo o quanto antes. Terá que trabalhar fundamentos básicos como SNAPs atrás do Center e timming na entrega da bola para a grande arma ofensiva do time Todd Gurley (RB).

Nos rounds seguintes tentaram muní-lo de armas no jogo aérea com 2 Tight Ends e Pharoh Cooper (WR). Reconheço o talento de Cooper, mas ele não é um recebedor típico, do qual os Rams carecem, mas um atacante versátil nos moldes de Tavon Austin.

 

San Francisco 49ers

precisava: QB, CB, OT, G e WR
melhor escolha: Joshua Garnett (G)
questionável: Jeff Driskel (QB)

Sei que muita gente torceu o nariz para a negociação dos 49ers que voltou ao fim do 1º round para selecionar Garnett. Porém ele provavelmente sairia antes da próxima escolha deles. Trata-se de um Guard que se movimenta bem no espaço aberto, base do ataque utilizado por Chip Kelly (HC).

Todos que nos acompanharam nessa fase pré-draft sabem que aprecio o talento de DeForest Buckner (DT). Mas esta escolha me surpreendeu pois no ano passado selecionaram um jogador quase idêntico, Arik Armestead, que inclusive era companheiro de Buckner em Oregon (não me diga…). Minha preocupação é como ocuparão os GAPs contra o jogo de corridas.

Sem uma definição sobre qual Quarterback será titular, eles aguardaram até o 6º round para escolher mais um. Driskel tem bastante mobilidade, mas está entre os mais erráticos que já assisti no campeonato universitário. Baita desafio para Chip em “aprontá-lo” para a NFL.

 

Arizona Cardinals

precisava: CB, C, DT, OT e WR
melhor escolha: Robert Nkemdiche (DT)
questionável: Brandon Williams (CB)

Como diria um tio meu, os Cardinals foram para o “calça de veludo ou bunda de fora!”

Nenhum time arriscou tanto seja em escolhas de jogadores vindo de universidades pequenas, ou atletas sem grande experiência ou no comportamento extra-campo.

Desde a eliminação nos PLAYOFFs 2015, o discurso em Arizona era o mesmo: incrementar o PASS RUSH. Para isto negociaram sua escolha de 2º round por Chandler Jones (ex Patriots) e agora escolheram o controverso Nkemdiche no 1º round. Jogador que se apaga em vários momentos mas tem invejável capacidade de penetração nos GAPs internos.

Brandon Williams tem bastante atleticismo, mas jogou apenas 1 ano como Cornerback, sem grande desempenho. Não está pronto para ocupar espaço na cobertura defensiva. Tomara que inicialmente contribua nos SPECIAL TEAMs.

Ao contrário de todas as demais escolhas nesse draft, Evan Boehm (C – 4º round) tem boa técnica mas falta-lhe atributos físicos. Terá a chance de brigar logo por uma vaga de titular.

 

 

 

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